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18
Mai 11

De vez em quando escrevo aqui artigos que me descrevem como um velho rabugento. Bom, de certa forma até acho que sou. Passei grande parte da minha juventude acompanhado de pessoas mais idosas que eu, e isso moldou a minha personalidade. Na verdade, ainda estou na casa dos trinta e poucos.

 

Tendo crescido em torno de muitas doses de sabedoria e ceticismo saudável, eu sempre tive a tendência para olhar para as coisas de forma muito diferente da maioria das pessoas da minha faixa etária. Alguns podem chamar-me de pessimista, é compreensível. De facto, eu tenho que ter muito cuidado para não optar sempre pela abordagem do copo meio vazio, pois tenho muito para ser feliz e lembro-me frequentemente disso.

 

No entanto, eu também aprendi que em muitas áreas da vida vale a pena por o ouvido no chão, ouvir o som do rebanho que corre numa direcção e correr na direção oposta, calmamente. O rebanho é constituído por aqueles que frequentemente seguem cegamente a sabedoria convencional.

 

 

O "Rebanho" financeiro

 

 

Temos presenciado a presença dos rebanhos em varias situações. No final dos anos 90 muita gente quis investir nas empresas e fundos de empresas de base tecnológica, muitas delas associadas á internet. Muitas pessoas mesmo sabendo que tudo o que sobe, desce, arriscou comprar acções destas empresas quando elas estavam hipervalorizadas. O resto da história é conhecida de todos.

Nos últimos anos o rebanho esteve muito virado para a habitação e investimento imobiliário. Esta história também já tem um final bem conhecido. Muitas pessoas investiram em grandes casas, pois é sempre um valor seguro, e está sempre a valorizar, e se isto foi verdade durante uns anos, desde que a bolha rebentou, passou contrariar tudo o que se aprendeu nos anos prévios. Inclusive, que as prestações do crédito habitação podiam subir, e muito, tanto que muitas pessoas tiveram que entregar as suas casas perdendo muito dinheiro.

 

 

O rebanho também se virou muito para os cartões de crédito. A sensação de ter algo sem ter que a pagar no momento é algo que se experimentou e definitivamente se entranhou no seio da sociedade portuguesa actual. É preciso reeducar as pessoas para não usarem inconscientemente os créditos. Não sou de forma alguma contra a natureza dos créditos, mas sou definitivamente contra a maneira como muitas pessoas os usam e abusam e a maneira como eles são facilitados de uma maneira irresponsável ás pessoas.

 

Aquilo que parece um sonho, depressa nos pode tornar prisioneiros de muita angustia, cavando um buraco de onde dificilmente conseguiremos sair.

cartao de credito

Photo from Creative Commons: Flickr: Andres Rueda

 

Todos erramos, isso é certo, agora temos que assumir responsabilidades pelos nossos actos e aprender com os erros do passado (presente?),  voltar aos valores de antigamente. Depois de conseguir resolver a situação, é necessário lembrarmo-nos do passado e do pesadelo que é pagar por estes "pecados financeiros". Pense nisto antes de querer investir para ganhar milhões, ou usar um crédito para bens superfluos.

 


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